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Posts com a Tag ‘Graffiti’

Entrevista com o grafiteiro da Holanda: Does

Postado sexta-feira, 26 de agosto de 2011, 12:10.

Qual é a sua idade e de onde você é?
Eu nasci e cresci no sul da Holanda e agora acabou de voltar de um ano de trabalhos e viagens pela Australia.

Quando você começou a escrever graffiti? Conte-me mais sobre sua relação com as ruas e seu amor pelo graffiti…
Esboçar desenhos sempre foi o que eu mais gostava de fazer quando eu não estava prestando atenção na sala de aula.
Quando eu tinha quinze anos comecei a brincar com um pouco de graffiti. Eu principalmente fazia tags e throw-ups na época, e foi mais como vandalismo do que qualquer coisa.
Eu comecei uma crew com meus melhores amigos e tivemos muita diversão juntos.
Fiz meu primeiro graffiti (Piece) em 1997, enquanto meu melhor amigo estava cuidando para mim. Então parei de pintar em 2000. Isto foi principalmente devido à minha primeira e mais grave lesão como um jogador de futebol. O ligamento cruzado do joelho direito foi arrancado durante um jogo importante.
Eu cai em depressão depois disso e eu me concentrei apenas em voltar ao meu antigo nível atlético.
Outra coisa que realmente não ajudou foi o fato de que eu fui preso, juntamente com a minha garota depois de fazer um bomb em uma parede perto dos trilhos.
Em 2003 eu encontrei um novo interesse no graffiti e eu comecei a levar a sério sobre desenvolver minhas habilidades. Foi também durante este período que eu conheci Nash, Tumki e Chas.

Diga-me mais sobre a sua crew, LoveLetters, o que pode nos dizer?
Em 2006 Nash e eu iniciamos a LoveLetters. O nome, obviamente se refere em nosso Amor por Letras.
A crew é um criativo coletivo de 10 escritores europeus da Alemanha, Suíça, França, e Holanda.
Começamos com quatro membros: Tumki, Chas, Nash, Does, então expandimos convidando escritores individuais à entrarem na crew: Dare, Dater, Ozer, Sean2, Rusl e Puaks.
Puaks foi recentemente convidado, e estamos muito felizes de têlo à bordo. Dare (r.i.p) foi uma grande perda, seu trabalho ainda nos dá grande inspiração!
Cada um deles é um importante elemento para a crew, conhecemos pessoalmente e pretendemos pintar juntos em uma base regular.
Todos os membros da crew evoluiram de Graffiti Writters para criativos artistas!
Suas atividades atuais incluem, entre outros: design gráfico, web design, design de tatuagem, fotografia, exposições galeria…
Cada escritor tem sua própria experiência e talentos, o que contribui para uma equipe verdadeiramente única e diversificada.
Estar envolvido nessa equipe e ver as pessoas ao meu redor me inspira crescer. Isso me mantém motivado a trabalhar mais e melhorar o meu estilo pessoal.
O fato de que cada um de nós tem um foco diferente, além de graffiti, é interessante porque ajuda a gerar novas idéias.

Como você descreve seu estilo e a evolução de seu trabalho todos esses anos?
Degradês e preenchimentos, limpeza, formas equilibradas e de facil leitura, linhas fortes.
Meu estilo se desenvolve muito lentamente e minha melhorias são nos detalhes da obra, as combinações de cores mais refinadas, o fluxo e o equilíbrio das letras.

Conte-me mais sobre seu trabalho junto à Ironlak? Conte-me mais sobre sua lata, Dieci Does
Meu relacionamento com a ironlak é muito bom.
Os caras da Ironlak estão fazendo uma marca forte no graffiti e na indústria de tinta, eles continuam otimizando e crescendo com a gente.
Eles são incrívelmente comprometidos com os grafiteiros da família Ironlak, e fazem um monte para apoiar outros escritores também.
Quanto minha lata, gosto da cor Dieci Does, porque você pode usá-lo em quase todas as paletas de cores. Dieci é o número 10, é uma referência ao número da camisa que eu usava quando eu era um jogador de futebol profissional.
Minha formação holandesa pode ter desempenhado um papel, bem ao escolher a cor – laranja é a cor da nossa seleção nacional de futebol.

Como está sua produção atualmente?
Os últimos meses tenho vindo a apostar principalmente na criação de novos desenhos, telas e gravuras para minhas exposições na Austrália. Eu estarei visitando vários festivais por toda a Europa nos próximos meses e eu estou ansioso para os murais.

Qual oportunidade de trabalho lhe deu maior satisfação? E viagens? O que você pensa sobre vir ao Brasil?
As exposições que foram meu foco enquanto estava na Australia foram uns dos destaques definitivos.
Viajar é um bonus que vem com o mundo do graffiti.
É ótimo que você começa a experimentar novas cidades que nenhum outro turista iria experimentar.
Eu adoraria visitar o Brasil em um futuro próximo!

Diga-me mais sobre a cena do graffiti Europeu e Holandês…
A cena do graffiti na Europa é Enorme. Quanto à Holanda, acho que a cena do graffiti holandês trouxe alguns grandes artistas, eles estão espalhados por toda a Holanda, então eu não conheço a maioria deles. Na maior parte estou em contato com escritores do sul da Holanda e norte da Bélgica, onde eu custumava pintar muito.

Quais grafiteiros inspiram você?
Sou inspirado por grafiteiros com grandes personalidades, por isso é na maior parte grafiteiros que eu comecei a conhecer pessoalmente, como os membros da LoveLetters, e especialmente inspirado pelo trabalho do Dare. Eu comprei uma de suas telas, há alguns anos e esta peça nunca ficará velha, eu ainda consigo descobrir novos elementos ou formas interessantes.

O que é graffiti para você, pode descrever isso?
E minha paixão, e me sinto privilegiado por ser capaz de ganhar a vida com isso.

Como é viver com sua arte?
Para mim é o melhor trabalho que eu poderia ter. Minha família é muito favorável por isso é fácil combiná-lo com minha vida pessoal.

O que você acha que um escritor de graffiti precisa para ser bem sucedido?
Paixão e perseverança.

O que mudou na arte de rua desde que você começou?
Eu costumava andar de bicicleta ao redor da cidade para ver os graffitis e os tags.
Naquela época não tinhamos acesso à internet,
Cruzar ou caminhar ao redor da cidade era a única maneira de se ter idéias de diferentes estilos.
Naquela época eu não tinha idéia do que estava acontecendo na cena do graffiti pelo mundo
Nos últimos anos muitas coisas mudaram para melhor. Nós temos mais tinta e de melhor qualidade. O graffiti não é necessariamente desaprovado. As muitas revistas, blogs e festivais que têm promovido grafiteiros mudaram a atitude do público em relação graffiti.

Deixe um recado para as pessoas que estão vendo esta visita.
Faça-me uma visita: www.digitaldoes.com

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Trailer oficial do vídeo “SP Underground”

Postado quarta-feira, 24 de agosto de 2011, 17:58.

SP Underground, vídeo de São Paulo, contém diversas imagens de graffiti e pixação, ações legais!

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Shepard Fairey (Obey) é agredido na Dinamarca!

Postado terça-feira, 23 de agosto de 2011, 11:24.

O artista norte-americano Shepard Fairey, famoso por espalhar cartazes do lutador francês Andre The Giant e outros azuis e vermelhos com os dizeres “HOPE” que foi símbolo da campanha de Barack Obama, teve um mural depredado e foi agredido em Copenhague, capital da Dinamarca, por um grupo de jovens locais. Na saída de um clube local, Fairey e seu amigo Romeo Trinidad foram atacados por dois dinamarqueses que, durante a briga, gritavam coisas como “Obama é da Illuminati” e “volte para a América”. Aconteceu virtualmente a mesma coisa com o mural “Dove”, que foi pixado com as frases “sem paz” e “vá embora hipster yankee”.

O street artist esteve na cidade durante a última semana para a abertura de uma exposição na V1 Gallery e para pintar um mural comemorativo no lugar onde funcionou a Ungdomshuset (casa da juventude), um espaço da cidade onde se reuniam jovens de grupos esquerdistas. Derrubada pelo governo em 2007, a casa era o símbolo das lutas políticas da juventude de Copenhague. De acordo com o próprio Fairey em entrevista concedida ao Guardian, ele acabou com um olho roxo e uma costela quebrada.

“A mídia local reportou que essa obra teria sido comissionada pela prefeitura da cidade, o que não é verdade. Essa notícia fez parecer que as pessoas da Jagtvej 69 (grupo ligado ao antigo Ungdomshuset) estava cooperando com as autoridades e fazendo propaganda para amaciar as cicatrizes dos conflitos”, explicou Shepard. “Eu não consegui ver direito nenhum dos dois caras, então é inútil prestar queixas. Eu não sou muito fã da polícia, de qualquer forma. A única coisa que eu vejo que aconteceria se eu fizesse uma ocorrência seriam comentários do tipo “grafiteiro Shepard Fairey não aguenta uma briga então “cagueta” para a polícia.”

No dia seguinte ao ataque, Shepard se encontrou com alguns dos artistas da Casa da Juventude, o Coletivo RaxArt na tentativa de recuperar o mural. Eles propuseram uma cena de policiais hostis incorporados ao painél, como aqueles que despejaram os moradores da Casa da Juventude.

“Eu pensei que era uma solução brilhante refletindo a história do local e mantendo a minha mensagem a favor da paz”- diz OBEY em seu site. Porém sua pintura durou poucas horas. Na noite seguinte o mural foi depredado novamente só que dessa vez com extintores de tinta.

“Tentei encontrar uma solução positiva para a parede mas só posso controlar meus próprios atos, e não as ações dos outros. O destino do mural está fora das minhas mãos agora! Apesar da hostilidade, o meu desejo de fazer coisas positivas é constantemente alimentada pelo apoio incrível que pessoas têm por mim e pela minha arte … Obrigado.” – finaliza Shepard.

Visto em BesideColors

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Graffiti de Olha, PV em São Paulo

Postado quinta-feira, 18 de agosto de 2011, 00:52.

Graffiteiro Olha, da PV que atualmente mora em Washington DC vem em viagem à alguns dias pelo Brasil, fazendo seu graffiti.

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