Nossa amiga Bela do blog A Letrada faz uma entrevista inédita com a grafiteira de São paulo Nina Pandolfo em seu ateliê, no bairro Cambuci, em São Paulo.
Acesse A Letrada e confira mais sobre o graffiti feminino no Brasil!
Nossa amiga Bela do blog A Letrada faz uma entrevista inédita com a grafiteira de São paulo Nina Pandolfo em seu ateliê, no bairro Cambuci, em São Paulo.
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Aline Lorenzon tem 29 anos e começou a pintar os muros de São Paulo no ano de 1997. Através da forte relação com a pixação, passou a observar os trabalhos de grafite pela cidade.
A descoberta da rua como suporte para arte foi muito importante no envolvimento de Aline com o grafite. “Descobri a rua como um suporte gigante para me expressar, uma galeria gratuita de diversos artistas e estilos”.
Nesta entrevista, ela conta um pouco da relação pessoal com a rua e a paixão pelo “bomb”.
Qual é a sua relação com o “bomb” e com o ato de pintar na rua?
Sempre foi uma relação muito boa. Acho que o bomb me traz uma sensação de liberdade, talvez porque na maioria das vezes são feitos sem autorização, tem que ser rápido, tem a adrenalina, tem a coisa da transgressão… E quanto a pintar na rua, grafite é isso! Tem o contato com a realidade. Aliás, graças ao grafite e a rua eu sou a pessoa que sou hoje. Convivo com muitas pessoas que com certeza se chocam com notícias que vêem e ouvem, mas pelas minhas experiências pintando na rua, pude conhecer muito mais de perto realidades que muitos só conhecem pela TV.
Quando começou, surgiu algum tipo de empecilho ou desafio por ser uma mulher escritora de grafite?
Não tive empecilhos, nem mesmo da minha família que sempre me apoiou em tudo o que quis fazer. Também não posso dizer que sofri preconceitos, sempre fui muito incentivada. Já o desafio… Sempre me sinto desafiada principalmente por mim mesma a me descobrir, a fazer algo legal, a superar os meus limites. Nem eu e nem nenhuma grafiteira tem que ser considerada inferior a qualquer grafiteiro, aliás, tem muita mulher pintando por ai quem põe muito homem no chinelo.
Quais foram as suas principais inspirações quando começou a pintar na rua?
Acho que minhas inspirações sempre vieram do meu interior, daquilo que eu estava sentindo no momento, das coisas que eu vivo e vivi.
O que você acha da cena feminina em São Paulo?
A cena cresceu muito da época em que eu comecei até hoje em dia. Tem muita gente com um trabalho muito bom. Tenho visto que tem muitas meninas fazendo letras também, o que eu acho ótimo!
Cada pessoa tem sua história, sua vida, mas acho que ainda falta um pouco mais de atitude. De sair pra rua e chegar pintando.
Como você se vê na rua?
Tenho muitas dúvidas na minha vida… O grafite é uma das poucas certezas que tenho. Deste modo, quando estou na rua pintando, me vejo e me sinto uma pessoa mais importante, mais feliz, mais completa e satisfeita.
Diga o que a Aline representa em uma frase.
Sou péssima nisso… Então, vou colocar um pedacinho de uma música do Bob Marley: “I’m a rebel, soul rebel. I’m a capturer, soul adventurer”.
Mais Aline em: http://www.flickr.com/photos/alinetsc/
Post e fotos via aLetrada – Bela Gregório.
Reportagem da TV Cultura sobre o graffiti feminino!
Esse vídedeo é do final de 2007.
As gurias realmente representaram a essência do graffiti! Não preciso falar mais nada!
Tenho certeza que estamos muito bem representados pelas mulheres do Brasil!
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