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Posts com a Tag ‘Bombs’

Trailers do filme de graffiti Madrid 24/7

Postado sexta-feira, 4 de maio de 2012, 18:00.

Cena da ação do writer Daos tirada do filme Madrid 24-7

Abaixo seguem três trailers do filme de graffiti europeu “Madrid 24/7″, lindas ações de graffiti nos trens desta cidade espanhola. Se não me engano o vídeo foi lançado em 2010. Confira um pouco as ações e suas fugas!

No vídeo acima: Daos, Tbm, Vtr e Tns Crews

Ação de graffiti das crews VTR e TNS.

Ação de Daos, Desk, Hint, Honk, Locos, Nouk e Rive.

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Graffiti na Rússia – Omut x Atas

Postado quarta-feira, 25 de abril de 2012, 18:25.

Graffiti de Omut Atas Crew, russia

Vídeo de graffiti russo, mais precisamente de São Petersbourg, da crew Omut e Atas, umas das mais respeitadas da Federação Russa.

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Entrevista com a grafiteira Raquel Bolinho

Postado segunda-feira, 16 de abril de 2012, 00:01.

Qual sua assinatura, idade, cidade e estado de origem?
Meu nome é Raquel, Tenho 26 anos, assino Bolinhoe sou de Itabira (MG), mas moro atualmente em Belo Horizonte (MG).

Desde que ano você assina na rua? conte-nos um pouco sobre o inicio de tudo, quais foram os motivos que a levaram a buscar o graffiti?
Em 2009, eu comecei a namorar o More, ele pintava KC há alguns anos e eu sempre saía pra pintar com ele. No começo de namoro, as namoradass são bem legais, então, nessa época sobrava pra mim o serviço sujo de passar o látex. Até que um dia comecei a perceber que eu gostava demais de pintar e estar na rua e surgiu a necessidade de fazer algo próprio, original. Como sou maníaca com comida logo pensei em vários tipos de alimentos, e fiz vários esboços até chegar ao bolinho.

O que você mais gosta de fazer na rua?
Eu gosto de pintar lugares bem sujos, bem feios, abandonados. Primeiro porque eu não gosto de pedir pra pintar, segundo, porque eu acho que o resultado final fica bem melhor em lugares assim. Eu não curto muito fazer painéis, gosto de pintar mais rápido, sem fazer fundo… e esses lugares, já criam um cenário natural pro graffiti. Acho que fica louco também o contraste, de um personagem bem colorido e com um cara de inofensivo em um lugar bem tosco, podrão.

Como você vê a cena de Belo Horizonte, conte um pouco para seus amigos do outro extremo do Brasil?
Acho a cena aqui um pouco parada, mas tem melhorado… tem uma galera nova pintando bastante. Acho que a repressão policial aqui em BH é bem maior que em outros lugares e isso dá uma desanimada no pessoal. Mas tem muita gente boa que pinta aqui e a qualidade do graffiti aqui é muito boa, tem muita gente famosa e competente que saiu daqui.

Como você descreve seu estilo, e a evolução de seu trabalho, ao longo dos anos?
Descrever meu estilo é complicado. Eu quando vou criar alguma coisa não faço pensando em seguir um estilo específico, mas pensando em fazer algo que me agrade. Acho tenho uma influência forte do pop art. Eu curto fazer Bolinhos que remetem às coisas da cultura popular ou do nosso cotidiano, deixando o graffiti bem próximo das pessoas, independente da idade, do sexo, da classe social. Eu gosto de usar cores bem fortes e chapadas, com um traço grosso, acho que isso cria um visual legal e até um pouco mais agressivo. Meus bolinhos mudaram bastante, mas foram mudanças em virtude da minha capacidade de dominar o spray. Desde que comecei eu queria fazer um monte de coisas, mas acabava meio limitada por não ter muita prática. Assim, comecei fazendo tudo de uma forma mais simples até que me sentisse segura pra ir inovando aos poucos.

Na sua opinião, o que lhe representa o graffiti?
Desde que eu comecei a pintar o graffiti mudou minha vida. Ele foi muito importante em inúmeros aspectos… quando comecei a pintar eu estava muito desanimada com a vida e ele preencheu um buraco enorme, me mostrou que eu era uma pessoas capaz em vários sentidos. Além disso, foi por causa do graffiti que eu comecei uma segunda faculdade e acabei mudando o rumo profissional da minha vida. Hoje em dia tudo que faço gira em torno do graffiti e se eu pudesse eu queria viver só de pintar!

Para você, o que é mais satisfatório em todo o processo de desenvolvimento de seus trabalhos?
Não sou muito de pensar no graffiti antes e fazer rascunhos, normalmente eu chego na hora e tento adaptar meu desenho ao espaço e às cores de tinta q eu tiver. Eu normalmente não perco tempo nesse processo de criação, então o que me dá mais prazer é ver o graffiti pronto e ter a sensação de mais um lugar conquistado!

Trilha sonora inspiradora?
Qualquer musica do Promoe combina muito com graffiti. Acho que toda música te remete a alguma coisa e quando eu os ouço a imagem que vem à minha cabeça é de um sábado, com muito sol e muita tinta!

Filme inspirador?
Difícil escolher só um! Eu amo filmes, de todos os tipos, mas eu piro mesmo nos filmes de ganster, tipo: Goodfellas, Os infiltrados, Scarface; principalmente se tiver uma história real. Mas se for pra escolher o mais inspirador pra mim, com certeza, foi o Warriors. Eu gosto muito dessa ideia dele de gangues, com uma ideologia, uma identidade e até uma aparência própria, ocupando a cidade e se manifestando contra a polícia, se impondo de alguma forma, deixando sua marca. Diga os nomes de quem mais você admira e se identifica nos roles.Gosto muito do GRI7O, Faif!, Dabs Myla, Burning Candy Crew, Aryz, Katsu, Ack, Presto, Boleta, Zeh Palito, Ise, Xerel, KC… mais um monte!

De acordo com dificuldades cotidianas, como você se mantém e como conseguiu distinguir sua vida profissional, afetiva, etc, com a vida que a arte da rua te exige?
Eu trabalho atualmente como professora de Inglês e Português em uma escola, e também trabalho como educadora em um museu. Eu sou formada em letras e atualmente curso artes visuais. Com esse tanto de coisa minha vida anda bem corrida, por isso não consigo pintar com a frequência que eu pintava quando comecei. Sendo assim, qualquer tempinho que eu tiver de folga tem que ser pra pintar! É bom porque eu não acho pintar muito cansativo, acho mais relaxante e se eu faço um bolinho que eu gosto muito eu fico sentindo uma sensação boa por muitos dias. A vida afetiva tem que acompanhar esse ritmo, mas é tranquilo porque o namorado sempre está no role de pintar comigo e minha família curte muito os bolinhos e aceita minha ausência se for pra pintar!

Graffiti Bombs de KC e Bolinho em Belo Horizonte MG

O que você acha que um bom artista de rua precisa ter, para ser bem sucedido em seu meio?
Acho que a coisa mais importante para um artista é ser original e criativo. Tem muita gente que acha que o caminho mais rápido é copiando os outros, mas vai bem pelo contrário, ninguém consegue ser um bom artista se não encontrar seu estilo próprio, acho que não vai conseguir nem ter prazer pessoal se copiar ou depender dos outros para fazer seu trampo.

Desde que você começou, até agora, o que mais mudou e o que continua na arte de rua?
Acho que o graffiti está cada vez menos marginalizado, mais visto como uma forma de arte e menos como uma degradação do espaço urbano. Hoje em dia o graffiti e pichação são fortes influências no design, e assim, você acaba vendo referência de graffiti em tudo: na TV, nos comerciais, em diversos produtos, etc.

Qual época você mais curtiu dar roles? Por quê?
Logo que comecei a pintar era uma época muito boa na minha cidade. Tinha muita gente pintando e todo dia aparecia um monte de graffiti novo. Quando tem muita gente animada você se sente mais estimulado e até mesmo desafiado a pintar. Na sexta feira, ia todo mundo pro duelo de Mc’s encontrar e comentar sobre os trampos novos que viram por aí, sobre novas ideias… era bem legal! Pessoalmente pra mim era uma época meio maluca, estava sem trampar, no último período da faculdade, meio sem grana. Eu saía pra pintar com bem poucos recursos e mesmo assim conseguia fazer três, quatro bolinhos em um dia.

Na sua opinião, qual é o maior castigo pra um grafiteiro?
Acho que o maior castigo pra mim é ficar sem tinta. Sei que para uma grande maioria castigo seria se apagassem ou atropelassem seu trampo, eu já não vejo dessa forma. Pra mim graffiti não é aquele pedaço de parede pintado, mas o momento, o instante em que você fazia o desenho, jogava tinta na parede. Eu não tenho aquele apego com o trampo depois de pronto, porque pra mim vale é o momento que eu estou pintando, então quando acabo de pintar e tiro a foto o graffiti pra mim acabou. Já tive alguns vários bolinhos que não durou um dia e foram apagados, mas foram bem loucos de pintar e isso é o que vale pra mim.

Graffiti Bombs da grafiteira Raquel Bolinho de Belo Horizonte MG

Já foi pego? como? E como foi a punição de acordo com as leis de sua cidade?
Já tive alguns problemas com donos de imóveis e com a polícia, játive que abandonar vários bolinhos pela metade. Mas não foi nada muito grave e essas coisas acabam servindo de estímulo para pintar mais.

Qual o pior erro para um grafiteiro?
Querer ser o outro, copiar, e não tentar criar algo que seja próprio. Tenho certeza que a criação dá um prazer infinitamente maior que a cópia!

O quê a arte de rua te deu e o que ela te tirou?
A arte de rua mudou o rumo da minha vida. Meu deu vários amigos, alguns inimigos e até um marido! Hehehehe!
Tirou todas as minhas economias! hehehehe

O que você diria para os que estão começando agora?
Faça o que você gosta, o que acha bonito, sem tentar agradar os outros, por que o mais importante no graffiti é aquele instante que você está ali conversando com o muro, interagindo, brincando e não ter mil comentários na foto depois! O mais bacana do graffiti é você se divertir, então faça o que te deixa feliz!

Deixe um recado pra quem estiver lendo sua entrevista, se identificando ou não com a sua arte…
Obrigada à galera que perdeu um tempinho aqui lendo sobre mim. Tudo que escrevi são as coisas que penso hoje, mas não quer dizer que são verdades, nem que devem ser aplicadas a todo mundo, nem que eu vá continuar pensando assim amanhã. Opiniões divergentes é que fazem as pessoas evolverem, se todos nós pensássemos iguais não haveria evolução.

Valeu galera do SubsoloArt! Tamo junto!

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BWF Crew – Graffiti nos trens de Moscow

Postado quarta-feira, 4 de abril de 2012, 22:12.

Graffiti nos trens de Moscow - Russia - BWF Crew

Este é o vídeo da crew BWF de Moscow. Ações muito legais gravadas até 2011 na capital russa.

O vídeo contém 41 minutos de ações congelantes abaixo da neve. Repare nos vagões congelados. Uma crew bem organizada e com muita atitude.

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