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Exposição True na Galeria Azul – POA

26 de julho de 2009

Exposição do artista True na Galeria Azul, Porto Alegre RS

Exposição Instalação do Artista True

Dia 01 de Agosto – sábado
Das 17 às 22 horas
Na AZUL Produtora Galeria
R. Lima e Silva n. 04, Centro – Entre Borges e Perimetral – Porto Alegre – RS

True é um conhecido artista urbano presente nas ruas de Porto Alegre,
através do graffiti de personagens que se encaixam na arquitetura da
cidade. Essa apropriação formal da arquitetura constitui um conceito
intencional de reflexão entre as formas da cidade que se transfere e
reflete em seus habitantes e protagonistas. Autodidata, buscou
referências em Robert Crumb, Monet, Os Gêmeos, Dali, Basquiat, claro e
o artista Trampo com quem também já trabalhou.

Atualmente fez uma participação na exposição coletiva Usina Urbana na
Usina do Gasômetro e, em sua exposição individual na AZUL, estará
apresentando uma tridimencional instalação imersiva 3D – entre a
fachada e o interior da galeria, pinturas, xilogravuras, toy art e
graffiti.

Acompanhe o makking off acessando: www.azulgaleria.com.br

Visitação: Todos os sábados de Agosto das 16 às 22 horas

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Entrevista com o graffiteiro Emol Povo!

25 de julho de 2009

São Bernardo - SP foto cena7

O que você assina?
Emol

Qual sua idade?
30 anos

Qual sua cidade/estado?
Diadema – SP

Por que você resolveu colocar esse nome?
Por que é sigla do meu nome civil, a sonoridade me agrada e são letras que curtia escrever.

Assina em crew? Qual e o que significa?
Desde 2002 ou 2003 assino POVO junto ao meu nome nas ruas, mais com a intenção de um projeto que envolve várias idéias do que propriamente com objetivo de ser uma crew de escritores de graffiti.
Há algum tempo o Cena7 assina o mesmo por convivência que tivemos em alguns projetos e por compartilhar e crer na idéia, mas neste caso entendo o nome mais como uma grife (como funciona na pixação).
POVO somos nós. Ao mesmo tempo em que o nome significa o conjunto de pessoas também é a sigla para Pessoas Organizadas Vencem Opressão.
Dá pra entender um pouco melhor a idéia que envolve este nome em nosso recém criado blog, através do link.

Desde que ano você assina na rua?
2000

Que motivo o fez buscar o graffiti?
Aconteceu naturalmente. Desde moleque desenhava e sempre curti estar na rua, conhecer locais diferentes e viajar, combinação perfeita (risos). Em varias cidades e estados que eu ia, havia pixação com distintas caligrafias e isso despertou a vontade de escrever nos locais por onde eu passava também. Logo em seguida comecei a notar em SP uns Throw Ups e estes me agradaram mais porque davam maior destaque, além de ter também um estilo de caligrafia.

Que picos você mais gosta de pegar e o que mais gosta de fazer na rua?
Ultimamente tenho me ligado muito a arte em geral, estudado novas possibilidades na cidade, o que me faz ter idéias que vão além da pintura e do graffiti. Curto fazer intervenções que me levam a buscar espaços que ofereçam diferentes texturas e arquiteturas, ambientes que ainda não explorei, utilizando estes como parte do trampo, não só como suporte. Tenho realizado algumas intervenções em especial em locais tidos como “abandonados” ou em “desuso”, faz parte de uns estudos meus.
Ao mesmo tempo continuo curtindo escrever nas ruas, mas atualmente com pouca freqüência, e para isso busco locais de maior visibilidade.

Como foi o processo de evolução para seu estilo ao longo dos anos e quais são suas inspirações em seus trabalhos, que em sua opinião criam a identidade do seu graffiti?
Comecei influenciado pela pixação e Hip Hop, assim fiz algumas coisas tradicionais como letras e personagens. Experimentando diferentes técnicas de pintura, passei a deixar o natural e espontâneo valer mais do que as referências que haviam por perto. Continuo inquieto, estudando e experimentando novas possibilidades, veremos a que isso levará.
Meus trampos mais antigos são inspiração pros atuais, reestudo muito coisas que já fiz. Ao terminar um já fico avaliando o que devo melhorar e/ou explorar mais.

Aonde e qual foi a oportunidade de trabalho em que mais lhe trouxe satisfação, em que viu que seu trabalho estava realmente sendo reconhecido?
Minha satisfação maior é o produzir e pensar o que faço. Isso me traz auto-conhecimento e me permite aprender um pouco mais sobre os outros.
É mó satisfação também conhecer pessoas na rua enquanto faço arte, independente de gostarem ou não do que faço, o fato de conversar/confraternizar com estas me agrada porque em tempos atuais as pessoas mal se olham.

emol Melbourne - Australia - 2008

Melhor viagem? Como foi?
Toda viagem é a melhor, desde pintar trem no interior de SP a expor em galeria gringa.

Trilha sonora inspiradora?
Escuto muita musica e são várias que inspiram a vida. To sempre pesquisando.
Vida e obra se confundem, então posso citar várias trilhas; Fundo de Quintal, Elefante Groove, Kamau, Gog, Racionais, Parteum, Vanessa da Mata, Jovelina, Chico Cesar, O Teatro Mágico e vários outras.

Atualmente tenho escutado os discos de:
Comadre Fulozinha (Pernambuco);
Junio Barreto (Pernambuco);
Keita Mayanda (Angola);
Nel Sentimentum (Curitiba);
Emicida (São Paulo);

Filme inspirador?

Vários também hem;
Os que estão mais presentes na memória são;
Zeitgeist (de Peter Joseph)
Estamira (de Marcos Prado)
Vida Maria (de Marcio Ramos)
The Edukators (de Hans Weingartner)
Inside Outside (de Andreas Johnsen e Nis Boye Moller Rasmussen)
Encontro com Milton Santos (de Silvio Tendler) esse dá pra ver pelo Youtube (parte 1 de 10)

Latas e caps preferidos?
Têm umas marcas boas, mas eles não me patrocinam para eu citar o nome (risos).

Diga os nomes de quem mais você admira e se identifica nos roles.
Curto os trampos do JR, Zevs, Banksy, Os Gemeos, Ise, Finok, Cena7, Fone, Os Cururus, Rivais, Rafael, entre outros.

Você acha que hoje em dia existe união de grafiteiros entre si? E pixadores e grafiteiros por exemplo? Acha que há limitações de alguns pontos de vista ou aspectos?
Há diferentes níveis de união, seja pra fazer um role, uma festa, um projeto. Mas num sentido maior de união (que não seja só pra realizar alguma atividade) é mais dificil.
Somos produto do meio que vivemos e o que acontece no universo do graffiti e pixo é um reflexo do que acontece na sociedade contemporânea. O capitalismo condiciona o ser humano a ser individualista e competitivo, assim o sucesso está ligado ao ser melhor que os outros de alguma maneira. Cada um ostenta o que tem; quem tem dinheiro ostenta bens materiais, quem está no padrão de beleza ostenta sua aparência, pixadores e grafiteiros ostentam o fazer mais ou melhor, intelectuais ostentam suas idéias e livros que leram, mas no fundo todos são apenas seguidores de um fluxo. Há raras exceções. Onde houver instinto coletivo, respeito e pureza na auto-estima haverá união por natural. É este o novo ser humano a se desenvolver e por conseqüência a união plena virá.

Emol-Pintura-em-Lona---expo

É possivel viver da sua arte, ou você tem que batalhar por fora também?
Eu to sempre envolvido com arte, cultura e as vezes educação; produzindo e expondo meus trampos, realizando oficinas, organizando eventos e projetos. Curto estar nestes meios e é através deles que me mantenho.

Como é viver da arte? O que você sente em relação a isso?

Independente de viver ou não da arte, a idéia é viver bem. Gosto do que tenho, sonho e busco o que desejo, mas tudo no seu tempo e com postura. Sigo caminhando e sorrindo (risos).

O que você acha que um bom artista de rua precisa ter, para ser bem sucedido em seu meio?
A definição de “ser bem sucedido” é diferente pra cada um e assim cada artista tem seus prós e contras.

Qual época você mais curtiu dar roles? Porque?
Todas épocas são boas, cada uma com suas particularidades. Gosto dos roles passados, dos atuais e pretendo me manter gostando dos que virão.

Descreva o que vem na sua cabeça, ao ouvir a palavra “bomb”, qual sua idéia?
Recentemente um amigo meu que é MC perguntou isso porque tava escrevendo umas letras e respondi que, no universo do graffiti, bomb vem de bombardear, ou seja, qualquer pintura sem autorização, independente se é Throw Up, Pixo ou personagem.

Pode me dizer, em sua opinião, sobre o graffiti e o Hip Hop dos tempos de hoje?
Eu vivo muito o Hip Hop e tenho muitos amigos neste meio. Não acompanho a cena pop, mas to sempre ligado na rua e espaços onde se desenvolve o Original e o que acompanho/participo me deixa muito satisfeito. Saber que cada um está correndo pra se desenvolver e mais que fama e bens matérias essa cultura ta trazendo desenvolvimento pra nós como seres humanos.
Curto muito o graffiti atualmente, creio que pelo mesmo motivo de não acompanhar a cena pop e sim o que ta na rua, seja andando por ela ou buscando noticias e informações na internet. A difusão da Arte de Rua em geral está fazendo as pessoas pensarem o que faz, estudar, discutir e expandir as idéias do porque, onde e como fazer.

Qual o pior erro para um grafiteiro?
Em minha vivência e auto-crítica sei o que é errado pra eu, mas sobre o erro dos outros é difícil comentar.

O quê a arte de rua te deu?
Nada além do que eu não buscasse ou estivesse propício.

O que a arte de rua te tirou?
Nada além do que a vida naturalmente tira.

O que você diria para os que estão começando agora?
Faça, em seguida faça diferente e para isso é importante pesquisar o que foi feito e principalmente o que não fizeram ainda. Fazer algo que seja útil para o coletivo também seria ótimo.

Deixe um recado pra quem estiver lendo sua entrevista, se identificando ou não com a sua arte…
POVO – Pessoas Organizadas Vencem Opressão

Muito da hora, a SubsoloArt só tem a agradecer ao graffiteiro Emol pelas belas palavras concedidas!

Sucesso e Paz!

Quem quizer conferir mais alguns trampos do Emol, acessa os links:
Emol Flickr
Emol Blog

………………

GALERIA SUBSOLOART NO AR!
ENVIE SEUS TRAMPOS PARA CONTATO@SUBSOLOART.COM

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Son e Inq – Fora da Lei Crew

24 de julho de 2009

Son e Inq – Fora da Lei Crew(FLC) fazendo bombs na antiga Toronto, em Pelotas – RS.

Son Fora da Lei Crew, Pelotas RS

Son Fora da Lei Crew, Pelotas RS

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Graffiti de Osmar, São Bernardo do Campo!

23 de julho de 2009

Algumas fotos do graffiteiro Osmar, de São Bernardo do Campo, São Paulo!

Osmar São Bernardo SP

Osmar São Bernardo SP

Osmar São Bernardo SP

Osmar São Bernardo SP

Osmar São Bernardo SP

Osmar São Bernardo SP

Osmar São Bernardo SP

Osmar São Bernardo SP

Osmar São Bernardo SP

Da hora os trampos!

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Envie seus trabalhos para: contato@subsoloart.com !

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Pichação em Campo Grande MS

22 de julho de 2009

“Pichação é um crime ambiental! Na noite desta sexta-feira (17), o MSTV flagrou jovens nos altos da Avenida Afonso Pena pichando um viaduto.”

Fonte: TV Morena

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Evento ConexCidades

21 de julho de 2009

Evento ConexCidades Graffiti

O ConexCidades Graffiti é um projeto que visa conectar artistas de distintas cidades através do graffiti, promovendo o intercâmbio cultural e o fortalecimento da rede dentro desta linguagem. São 30 artistas, representando 18 cidades brasileiras, em um grande evento que acontecerá nos dias 24, 25 e 28 de Julho de 2009, nos municípios de Diadema, Santo André, São Bernardo do Campo, São Paulo e Osasco.

É realizado pela organização POVO, que é um nome de duplo sentido. Ao mesmo tempo em que define o conjunto de pessoas, é também a sigla para Pessoas Organizadas Vencem Opressão.
Esta definição foi pensada para nomear a interação e integração de pessoas que juntas se fortalecem afim de realizar ações ligadas a arte, cultura e educação, acreditando que estes fatores são fundamentais na transformação do meio social, despertartando a consciência crítica e criativa das pessoas, florescendo um novo ser humano com a autentica voz do povo.

Abaixo mais informações.

MURAIS REGIONAIS – 24 de julho – 10 as 18 hs

Diadema; Rua Luis Vaz de Camões – Taboão (uma entrada na altura do nº 1035 da Av das Ameixeiras) – Curador: Emol (tel: 9526 0789 – emol.12@hotmail.com)
Participantes; Melim, Jerry, Lia e Fone

Santo André; Rua Olimpio de Mourão Filho, 15 – Centre Ville (Esta rua também é conhecida como Rua dos Sádicos) – Curador: Tota (tel: 9544 3986 – totarte74@yahoo.com.br)
Participantes; Danone, Ed-Mun, Frente graffiti Maua e Lagarto.

São Bernardo do Campo; Rua Antonio da Costa Lima, 87 – Jardim Cláudia – Curador; Cena7 (tel: 9671 5949 e 8561 4467 – cena7@hotmail.com)
Participantes; Edai, Heal, Leo, Opni e Vespa

Osasco; Rua Dois, 11 – Vila São José (travessa da Luiz Rink, 501) – Ponto de Referência; Metal Clube – Curador: Dingos (tel: 7538 4210 – dingosfc@hotmail.com)
Participantes; Acme, Guetus, Sipros e Rim

São Paulo; Rua João Gomes Batista, 837 – Jardim Prudencia – Curador: Enivo (tel: 8296 4121 – enivo@hotmail.com )
Participantes; Foco, Ozi, Satão e Snak 13
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LIVE PAINTING – 25 de julho (no aniversario da casa) – 11 as 22 hs

Rua 24 de Maio, 38 – Jardim Canhema
Curador; Emol

Participantes; Acme, Celso Gitahy, Cena7, Chambs, Chor, Coletivo 5 Zonas, Danone, Dingos, Ed-Mun, Enivo, Fone, Frente Graffiti Mauá, Heal, Jerry, Lagarto, Leo, Lia Fenix, Melim, Opni, Rim, Satão, Sipros, Slicks e Vespa.

Maiores informações no blog; www.povo-povo.blogspot.com

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