
Jean-Michel Basquiat, Novaiorquino, nascido em 22 de dezembro de 1960, de descendência Porto-riquenha e Haitiana, foi fortemente influenciado por sua mãe, Matilde a entrar no mundo artístico, mal sabiam eles que saria um dos maiores artistas do século 20.
Basquiat começou a ganhar seu espaço indo para as ruas em 1977, quando tinha 17 anos, grafitando e pixando principalmente frases acompanhadas da palavra SAMO, com seu amigo Al Diaz. “SAMO” (“same old shit”, ou na tradução, “a mesma merda de sempre”, isso em uma conversa com amigos em relação à maconha que consumiam). Sgundo eles também “Samo era uma droga que poderia resolver todos os problemas”.

Em 1978, Basquiat abandonou a escola e saiu de casa, apenas um ano antes de se formar. Mudou-se para a cidade e passou a viver com amigos, sobrevivendo através da venda de camisetas e postais na rua. Um ano depois, em 1979, contudo, Basquiat ganhou um status de celebridade dentro da cena de arte de East Village em Manhattan por suas aparições regulares em um programa televisivo. No fim da década de 1970, Basquiat formou uma banda chamada Gray, com o então desconhecido músico e ator Vincent Gallo. Com o conjunto, tocaram em clubes como Max’s Kansas City, CBGB, Hurrahs e o Mudd Club. Basquiat e Gallo viriam a trabalhar em um filme chamado Downtown 81 (também conhecido por “New York Beat Movie”). A trilha sonora deste tinha algumas gravações raras da Gray. A carreira cinematográfica de Basquiat também incluiu uma aparição no vídeo “Rapture” da banda Blondie.
Basquiat começou a ser mais amplamente reconhecido em junho de 1980 quando participou do The Times Square Show, uma exposição de vários artistas patrocinada por uma instituição de nome “Colab”. Em 1981, o poeta, crítico de arte e “provocador cultural” Rene Ricard publicou um artigo em que comentava sobre o artista. Isso ajudou a catapultar de vez a carreira de Basquiat internacionalmente. Nos anos consecutivos, Basquiat continuou a exibir sua obra em Nova yorque ao lado de artistas como Keith Haring (que o presenteou com o quadro “A Pile of Crown”) e Barbara Kruger. Também realizou exposições internacionais com a ajuda de galeristas famosos.

Já em 1982, Basquiat era visto freqüentemente na companhia de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores, colecionadores e especialistas em arte que seriam conhecidos depois como os “neo-expressionistas”. Ele começou a namorar, também, uma cantora desconhecida na época, Madonna. Neste mesmo ano, conheceu Andy Warhol em um café, mostrou seus desenhos a Andy, que logo adorou e o convidou para trabalharem juntos em seu ateliê.
Dois anos depois, em 1984, muitos de seus amigos estavam preocupados com seu uso excessivo de drogas e seu comportamento paranóico. Basquiat, então, já estava viciado em heroína. Nesta fase Basquiat Passava 3 dias pintando sem parar, uma compulsão!
No dia 10 de fevereiro de 1985, Basquiat foi capa da revista do The New York Times, em uma reportagem dedicada inteiramente a ele. Com o sucesso, foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais européias.
Chegou a ir para a Africa em busca de auto-conhecimento e maiores vivências, na época uma frustração pois não encontrou respostas ao que procurava. Na volta para os EUA conheceu um grande amigo, que viria da mesma cidade visitada na Africa, coincidência, não?
Basquiat morreu de um coquetel de drogas (uma combinação de cocaína e heroína conhecida popularmente como “speedball”) em seu estúdio, em 1988.
Abaixo faça o download do filme sobre a vida do artista Jean Michel Basquiat, “Basquiat – Traços de uma vida”, de 1996.
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