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Pichar é mais grave que matar?

Postado segunda-feira, 31 de agosto de 2009, 09:00. por Cauê
Categorias: Pichação

Aqui segue um texto de dezembro de 2008, de autoria desconhecida, enviado por um amigo, para pensar um pouco nas contradições da nossa sociedade….

Caroline mota, pichadora presa no ataque da Bienal de São Paulo

“Na última segunda-feira, Paulo Vanucchi, ministro dos Direitos Humanos, destacou que a pichadora da Bienal já passou mais tempo na cadeia do que o banqueiro Daniel Dantas. Mas não só ele. Muita gente já cometeu crimes supostamente muito mais graves e não passou tanto tempo assim atrás das grades. Em alguns casos, aliás, não passaram tempo algum. Vamos lembrar apenas alguns casos:

Antônio Marcos Pimenta Neves – Em agosto de 2000, o ex-jornalista matou a namorada Sandra Gomide com um tiro nas costas e outro no ouvido. Ficou sete meses preso, mas conseguiu liberdade provisória até o julgamento. Em dezembro de 2006, o STJ concedeu uma liminar suspendendo a ordem de prisão. Atualmente ele atua como advogado, prestando consultoria em direito criminal. E tem outra namorada.

Thales Ferri Schoedl – Em 2004, matou a tiros o jogador de basquete Diego Mendes Modanez, na Riviera de São Lourenço, supostamente porque Diego e seus amigos teriam mexido com sua namorada. Seu advogado alegou legitima defesa, ele foi afastado da promotoria, mas no julgamento foi considerado inocente. Não ficou nenhum dia preso.

Vitalmiro Moura (Bida) – Acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, no Pará, em 2005, teve dois julgamentos. No primeiro foi condenado a 30 anos, mas no segundo foi absolvido, depois que o assassino confesso, Rayfran Sales, mudou sua versão inicial e assumiu a culpa sozinho. Depois do veredicto, Bida ainda declarou: “Se eu tivesse conhecido Dorothy, ela teria um amigo na região”.

Daniel Dantas – Detido na Operação Satiagraha, da PF, responde em liberdade a uma série de crimes financeiros e é suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Até chegou a ser preso, mas o habeas corpus saiu em menos de 48 horas.

PM William – Em um caso que causou comoção nacional, em julho deste ano, um policial carioca disparou contra um carro estacionado onde estavam uma mulher e seus dois filhos, de nove meses e três anos. O mais velho, João Roberto, morreu, atingido por três tiros. No último dia 10, o cabo William foi absolvido da acusação de homicídio. Pelo crime de lesão corporal leve contra a mãe e o menino mais novo, foi condenado a um ano de prestação de serviços comunitários.

Genilson Silva Souza – Em novembro de 2008, o segurança das Casas Bahia matou, com um tiro no rosto, Alberto Milfont. O cliente era educador de uma ONG e havia acabado de comprar um colchão na loja. Preso em flagrante, Genilson teve um pedido de relaxamento da prisão negado sete dias depois, mas conseguiu um habeas corpus em 24 de novembro, depois de passar 13 dias preso. Vai aguardar o julgamento em liberdade.

José Luiz Carvalho Barreto – No dia 7 de dezembro, o policial deu uma coronhada na cabeça do torcedor são paulino Newton César de Jesus, de 26 anos, que estava em Gama (DF) para assistir a última partida de seu time no Campeonato Brasileiro. O jovem morreu dias depois e José Luiz, que teve sua ação considerada um “acidente de trabalho”, não teve nenhuma punição.”

E MUITOS OUTROS … UMA VERGONHA!

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Mãe de pichadora presa diz que filha está sendo sacrificada…


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